O Design Incubation Centre, de Cingapura, apresentou um conceito que pode acabar com a idéia de dicionário como a conhecemos. A proposta é que quando uma pessoa estiver lendo algo e não reconhecer o significado da palavra ela não precisaria mais recorrer a dicionários com milhares de páginas ou precisar utilizar a busca do Google.
O nome Touch-Hear já explica como funciona o conceito tecnológico: ao passar os dedos por uma palavra ou frase, o aparelho explicará no ouvido o significado da sentença, sua pronúncia ou informação relacionada. Como seus criadores não deram nenhuma declaração sobre suas possíveis ferramentas, eles deixaram dúvidas sobre suas possíveis ferramentas, como a compatibilidade de idiomas.
Hoje, enquanto estava lendo meus feeds, uma notícia no TechGuru me chamou a atenção. Imagine uma tecnologia que possibilite a você gravar, de diversas formas, o conteúdo do seu dia-a-dia.
A Experience Recorder é uma luva que grava fotos, sons, movimento, vídeo e temperatura - isso mesmo! Valeria Fuso, criadora do aparelho e designer, usa a seguinte frase do mais famoso colega de profissão italiano, Achille Castiglione, para definir o gadget: “Non si progettano prodotti, bensi comportamenti”, que significa, em português, “Não projete somente do produto, projete comportamento”.
Pensando em possíveis aplicações para a tecnologia, cheguei a seguinte conclusão: imagine as ciências que necessitam da observação dos seres humanos para pesquisas, elas seriam extremamente beneficiadas com o uso dessa tecnologia, já que poderiam extrair inúmeros dados com relação ao seu cotidiano, e o melhor, sem retirar a “naturalidade” que as pessoas perdem quando estão sendo observadas.
“O celular é uma mídia relativamente nova e com grande potencial a ser explorado”.
Bem, disso todo mundo já sabe. Porém, quando pensamos em celular geralmente nos vem na cabeça aquela barrinha com botões e uma tela. Mas, parece que as fabricantes estão buscando mudar esse paradigma e potencializar a forma de interação com o dispositivo. E para isso elas estão investindo muito em pesquisas na área de design e conseguindo ótimos resultados como esses:
O primeiro é um conceito de celular e player musical foi desenvolvido pela KDDI AU uma empresa japonesa. Mas o diferencial dele é o “jeito transformer de ser”. Quando é para ser um telefone comum ele é, mas, ao ativar certas funcionalidades ele se transforma em uma interface gráfica muito interessante, como pode ser visto na figura ao lado.
Outra idéia que pode, literalmente, revolucionar a forma como imaginamos um celular é o Morph. Esse é um conceito desenvolvido pela Nokia em parceria com a Universidade de Cambridge.
O Morph seria baseado em nanotecnologia, criando dispositivos que se “assimilam” ao ambiente. O material seria flexível e, como o próprio nome diz, metemórfico. Enfim, falando assim pode parecer estranho, por isso veja o vídeo:
No mundo inteiro, diversos pesquisadores estão empenhados em buscar e prospectar novos tipos de interação entre pessoas e tecnologias. Um dos conceitos que vejo sendo mais abordado é o paradigma da Realidade Aumentada, que Preece define em seu livro como:
Esse paradigma implica a “integração de recursos computacionais aumentados no ambiente físicos”; em outras palavras, encontrar meios de combinar informações digitais com objetos e superfícies.
Realidade aumentada em celular não é uma coisa nova, mas dadas as dimensões da tela do iPhone, esta aplicação desenvolvida pela ARToolWorks parece promissora para jogos e aplicações para localização. Veja o vídeo:
A Obscura Digital é uma empresa de design digital e tecnologia com sede em São Francisco ( Califórnia - Estados Unidos ). A empresa criou esse vídeo performático onde combinaram um software multi-touch de manipulação com Musion’s Eyeliner sistema de projeção holográfica em 3D. Veja o vídeo e para ver o que deu a combinação.
O CamSpace é um software que utiliza a webcam para capturar movimentos de objetos manipulados pelo usuário que podem servir como dispositivos de entrada para utilização em jogos e outras aplicações. As aplicações para esse software são inúmeras, podendo ser utilizado com diversos objetos e para diversas aplicações, proporcionando uma experiência de uso, no mínimo, diferente para o usuário. Veja o vídeo e tire suas conclusões:
Quem deu a dica foi o Felipe Torres da lista de discussão DesInterac.
Aurora é o nome dado a um experimento conduzido pela Adaptive Path, liderado pelo Jesse James Garret que propõe uma nova maneira de se utilizar sistemas on-line. O projeto foi desenvolvido para a Mozilla Labs com o objetivo de explorar os recursos disponíveis na web.
O vídeo abaixo mostra uma nova interface de busca que vem sendo testada por usuários selecionados pelo Google. A nova interface possibilita ao usuário realizar comentários e votar na relevância do resultado.
O Google também está testando comentários, ligado ao nome dos usuários, e outras pessoas poderam votar nas observações positiva ou negativamente. A idéia é combinar sua resultados da pesquisa com cada caracteristica importante do voto ou comentário.
Depois do lançamento do Surface e do Touch Wall pela Microsoft, foi feita a demonstração do protótipo de um novo computador esférico sensível a múltiplos toques.
A grande questão é, porque uma interface esférica? Não poderia ser incomodo ao usuário trabalhar em torno de um globo e ter que andar ao redor dele para realizar certas tarefas ou talvez tire do campo de visão algo que está acontecendo em outro plano? Essa interface pode trazer algumas desvantagens, mas, também pode trazer benefícios em ambientes colaborativos ou para usos em espaços públicos. A interface esférica possibilita que pessoas interajam em diversos pontos do dispositivo ao mesmo tempo sem o desconforto da interface plana, além de possibilitar uma visão 360°. É possível por exemplo navegar por um mapa de um globo da mesma forma como estamos acostumados a manipular.
Enfim, claro que a interface esférica tem algumas desvantagens, mas para certos usos acredito que será de grande utilidade.
Nicholas Buechi , em seu projeto de conclusão do curso de Design de Interação, criou um display líquido de verdade. O display não exibe imagens como estamos acostumados, mas bolhas. Os eventos no dispositivo são provocados por um teclado de água, que ao ser acionado provoca bolhas na tela.
“Ele é baseado em um processador Arduino e um teclado que eu próprio fiz. Há 16 válvulas controladas por transistores. A interface, onde coloca-se os dedos para acionar os eventos, utiliza 3 chips Q-Prox QT110E. Com eles eu meço a tensão na água. Se alguém toca a água, os elétrons que fluem da pessoa dão o feedback para o sistema.”
Para mais informações é sobre o sistema, acesse o site do projeto.
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