O Design Incubation Centre, de Cingapura, apresentou um conceito que pode acabar com a idéia de dicionário como a conhecemos. A proposta é que quando uma pessoa estiver lendo algo e não reconhecer o significado da palavra ela não precisaria mais recorrer a dicionários com milhares de páginas ou precisar utilizar a busca do Google.
O nome Touch-Hear já explica como funciona o conceito tecnológico: ao passar os dedos por uma palavra ou frase, o aparelho explicará no ouvido o significado da sentença, sua pronúncia ou informação relacionada. Como seus criadores não deram nenhuma declaração sobre suas possíveis ferramentas, eles deixaram dúvidas sobre suas possíveis ferramentas, como a compatibilidade de idiomas.
“O celular é uma mídia relativamente nova e com grande potencial a ser explorado”.
Bem, disso todo mundo já sabe. Porém, quando pensamos em celular geralmente nos vem na cabeça aquela barrinha com botões e uma tela. Mas, parece que as fabricantes estão buscando mudar esse paradigma e potencializar a forma de interação com o dispositivo. E para isso elas estão investindo muito em pesquisas na área de design e conseguindo ótimos resultados como esses:
O primeiro é um conceito de celular e player musical foi desenvolvido pela KDDI AU uma empresa japonesa. Mas o diferencial dele é o “jeito transformer de ser”. Quando é para ser um telefone comum ele é, mas, ao ativar certas funcionalidades ele se transforma em uma interface gráfica muito interessante, como pode ser visto na figura ao lado.
Outra idéia que pode, literalmente, revolucionar a forma como imaginamos um celular é o Morph. Esse é um conceito desenvolvido pela Nokia em parceria com a Universidade de Cambridge.
O Morph seria baseado em nanotecnologia, criando dispositivos que se “assimilam” ao ambiente. O material seria flexível e, como o próprio nome diz, metemórfico. Enfim, falando assim pode parecer estranho, por isso veja o vídeo:
No mundo inteiro, diversos pesquisadores estão empenhados em buscar e prospectar novos tipos de interação entre pessoas e tecnologias. Um dos conceitos que vejo sendo mais abordado é o paradigma da Realidade Aumentada, que Preece define em seu livro como:
Esse paradigma implica a “integração de recursos computacionais aumentados no ambiente físicos”; em outras palavras, encontrar meios de combinar informações digitais com objetos e superfícies.
Realidade aumentada em celular não é uma coisa nova, mas dadas as dimensões da tela do iPhone, esta aplicação desenvolvida pela ARToolWorks parece promissora para jogos e aplicações para localização. Veja o vídeo:
A Obscura Digital é uma empresa de design digital e tecnologia com sede em São Francisco ( Califórnia - Estados Unidos ). A empresa criou esse vídeo performático onde combinaram um software multi-touch de manipulação com Musion’s Eyeliner sistema de projeção holográfica em 3D. Veja o vídeo e para ver o que deu a combinação.
Nicholas Buechi , em seu projeto de conclusão do curso de Design de Interação, criou um display líquido de verdade. O display não exibe imagens como estamos acostumados, mas bolhas. Os eventos no dispositivo são provocados por um teclado de água, que ao ser acionado provoca bolhas na tela.
“Ele é baseado em um processador Arduino e um teclado que eu próprio fiz. Há 16 válvulas controladas por transistores. A interface, onde coloca-se os dedos para acionar os eventos, utiliza 3 chips Q-Prox QT110E. Com eles eu meço a tensão na água. Se alguém toca a água, os elétrons que fluem da pessoa dão o feedback para o sistema.”
Para mais informações é sobre o sistema, acesse o site do projeto.
Há uma grande diferença entre comprar um produto em uma loja e forma como se compra on-line. Na hora de comprar um livro muitas pessoas sentem falta da interação da forma tradicional, onde você vai até a loja, anda entre as estantes e folheia um livro, etc.
Um site tenta trazer para o ambiente on-line um pouco dessa sensação do ambiente real. O Zoomii é uma livraria virtual onde o usuário navega passando pelas “estantes”, de forma similar ao ambiente real. Assim como nas demais lojas virtuais você pode acessar informações sobre o livro, como número de páginas, sinpose, etc. Mas, um detalhe que chama a atenção é a diferença de tamanho das capas dos livros na estante, o que permite ao usuário, possivelmente, comparar o tamanho do livro com um outro exemplar já conhecido, passando do simples indicar as dimensões em centímetros.
Longe de ser uma grande inovação ou um novo padrão a ser seguido nas lojas virtuais, o Zoomii chama atenção pela forma de navegação. Uma metáfora de interface, no mínimo interessante e que pode abrir caminho para se pensar em novas formas de interação em relação as compras on-line.
Os autores do livro “Ergonomia e Usabilidade: Conhecimentos, Métodos e Aplicações“, Walter Cybis e Adriana Betiol, ministrarão um curso a distância sobre Ergonomia e Usabilidade.
O curso tem como público alvo profissionais da indústria e da academia das áreas de tecnologia da informação, design, ergonomia, engenharia da produção e áreas afins, interessados no aprendizado de técnicas e métodos da engenharia de usabilidade voltados ao projeto (concepção, desenvolvimento e avaliação) da interface com o usuário de sistemas interativos.
Para ver mais informações sobre o curso ou realizar inscrições veja no site da Unindus.
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